Reforma sem dor de cabeça

Postado em 5 novembro , 2013

Hoje nós damos as dicas para você fugir da dor de cabeça na hora da reforma residencial (ou até mesmo comercial se você tiver um estabelecimento). Dicas que são simples, mas muitas vezes passam despercebidas em meio a tanto entusiasmo, ou correria quando a reforma é emergencial. Confira!

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O ideal é, antes de mais nada, ver se você consegue fazer algo por conta própria, afinal sai bem mais em conta que contratar profissionais. Mas caso seja algo mais complexo, ou uma reforma maior, é indicado contratar um pedreiro, uma empreitada, técnico em edificação, eletricistas e demais profissionais que estejam envolvidos. Mas cautela na hora de recorrer ao chamado “faz-tudo”, aquele profissional que garante vários serviços. Muitas vezes, pedreiros querem fazer o serviço de encanamento e eletricidade, sendo que para tal é necessário o conhecimento técnico. Entre em contato com especialistas e peça orçamentos antes de assinar serviços, pois o faz- tudo pode sair bem mais caro no fim das contas!

Empreitada: É a contratação da execução da obra com prazo de término, geralmente é uma equipe e pesa um pouco mais no bolso, afinal é indicada para serviços mais complexos. E, ao contratar, mais cuidado ainda para não aumentar a dor de cabeça: especifique tudo o que puder em detalhes que você quer na obra, como por exemplo: o projeto da reforma, a quantidade de material a ser utilizada, a quantidade de profissionais necessários, o valor, a data e forma de pagamento.

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Material: Você pode calcular  a quantidade a ser usada, especificar cada um, além de procurar orçamentos, ou então contratar um design de interiores, que poderá indicar além disso tudo, um estilo para sua decoração. Material causa muitas divergências e a reforma básica, dependendo, pode se transformar em um caos. Então muita atenção nessa hora! Agora vamos às regras básicas!

1. Antes de contratar qualquer serviço peça recomendações, visite uma obra ou reforma que o prestador de serviços fez. E procure alguém habilitado para tal e que não tenha reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.

2. Peça pelo menos, orçamentos de três profissionais sem compromisso. Que contenha o valor, prazo,garantia, forma de cobrança, preços dos materiais usados e mão de obra. Assim você poderá fazer uma boa comparação.

3. Depois que se decidir qual serviço contratar, faça um plano prévio de trabalho que contenha objetivos final, prazos, etapas e material envolvido.

4. Para não ter erro, faça um contrato, se possível reconheça em cartório para que ele valha legalmente. É válido anexar ao contrato o plano de trabalho e o orçamento detalhado. Isso será muito útil caso apareça algum defeito depois do serviço concluído.

Plano de Trabalho

A Associação Proteste de defesa do consumidor oferece um modelo excelente que você pode usar e funciona super bem.

Itens que você pode definir sozinho: Qual é o trabalho? Como é realizado? Onde é realizado?

Para esses você vai precisar da ajuda de um profissional: Qual é a duração total e parcial de cada etapa? Qual é o grau de dificuldade? Qual a especialização exigida dos executores? Quais os conhecimentos técnicos exigidos dos executores?

Recursos materiais: Quais matérias-primas, máquinas e ferramentas serão utilizadas? Quais os outros recursos necessários?

Instalações: Qual o espaço necessário? Quais os transportes de materiais e pessoas exigidos? Quais as localizações recomendadas?

Recursos Humanos: Quantas pessoas serão necessárias? Quais habilitações e conhecimentos serão necessários?

Recursos financeiros: Quanto custarão os recursos materiais diretos e indiretos? Qual o custo das instalações? Qual o montante da folha de pagamento?

Contrato: Lembre-se de fazê-lo em duas vias, além do cliente e do profissional, ele deve ser assinado por mais duas testemunhas, uma de cada parte. Veja o modelo de contrato fornecido pela Proteste.
CONTRATANTE e CONTRATADO (deve constar nome, nacionalidade, estado civil, profissão, endereço, CPF e RG)
OBJETO (endereço e detalhamento do imóvel e da obra que será executada)
DO PREÇO DA OBRA (valor total)
DAS ETAPAS DA OBRA E FORMA DE PAGAMENTO (dividir as etapas da obra, o que será realizado em cada uma e, caso o pagamento seja parcelado durante elas, especificar o quanto será pago em cada uma)
OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO (especificar prazo, condições de trabalho e entrega do imóvel, acesso ao imóvel e qualquer outra coisa que achar necessária)
DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE (especificar como será feito o pagamento e fornecimento de material, por exemplo)
PENALIDADES (estabelecer multas e afins)
RESCISÃO DO CONTRATO (explicar em que condições ela ocorrerá)

Basta planejamento e organização para você não ter que tomar umas doses de remédio após a obra! 😉